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segunda-feira, 24 de maio de 2010

CAMINHO DA CRUZ

Jesus nos ensina o caminho, isto é, o da cruz.
"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si
mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me".
Lucas 9.23
Recebemos durante a nossa vida, através dos homens e da nossa religião, muitos ensinamentos das Escrituras; mas a primeira revelação verdadeira que recebemos do Espírito, é que morremos com Cristo: "Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida" Romanos 6.3-4.
A libertação de Jesus e nossa só foi possível, através daquela morte na cruz: "Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor" Romanos 6.9-11.
A nossa morte com Cristo está consumada. Essa morte, é a morte do pecador, a morte do nosso velho homem, do nosso EU; e essa morte foi uma obra eterna: "Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos" Romanos 6.6-8.
O texto de Gálatas 2.20 nos diz: "Já estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim...". A palavra "logo" é uma conjunção conclusiva, que indica uma situação lógica e imediata dos fatos. É verdade que eu estou crucificado com Cristo; é revelação de Deus para mim. Se EU estou crucificado com Cristo, imediatamente, no tempo e no espaço, eu não vivo mais. Se EU não vivo mais, então quem é que vive? É Cristo que vive em mim, me revela o Espírito de Deus.
Onde então está o EU? Está crucificado com Cristo. E por que então ainda carregamos no nosso novo viver diário: EU quero, EU tenho, EU preciso, EU posso, EU, EU, EU? Porque não cremos definitivamente que não vivemos mais?
Jesus sabendo disso, nos ensina o que devemos fazer cada dia da nossa vida neste mundo: "E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará" Lucas 9.23-24.
Precisamos compreender que nosso EU estará presente todos os dias da nossa vida neste mundo; mas não sou mais EU quem vive, agora é Cristo quem vive. O viver que agora temos na carne, é para vivermos pela fé no Filho de Deus, que nos amou, e a si mesmo se entregou por nós. Morremos, não para vivermos mais para nós mesmos, mas para aquele que por nós morreu e ressuscitou (II Coríntios 5.15).
Todas as propostas que aparecem em cada situação da nossa vida neste mundo, é para o nosso EU; é para que o nosso EU viva, mas Jesus nos ensina como fazer com cada uma delas: "Negue-se a si mesmo". É para negarmos ao nosso EU qualquer proposta de desejo ou decisão. "Tome cada dia a sua cruz". Não é durante um período de tempo, mas cada dia, todos os dias. É para levarmos sempre e em toda parte o morrer de Jesus no nosso corpo, para que a vida de Cristo se manifeste. (II Coríntios 4.10). "E siga-me". Segui-lo é uma conseqüência natural de quem negou a si mesmo, e tomou a sua cruz.
Essa é uma palavra fiel: Não há como viver com Cristo, sem ter morrido com Ele: "Fiel é esta palavra: Se, pois, já morrermos com ele, também com ele viveremos" II Timóteo 2.11 (CMTHG), e não há como seguir a Jesus, se não negarmos a nós mesmos e tomarmos cada dia a nossa cruz: "E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal" II Coríntios 4.11. Jesus nos ensina o caminho, isto é, o da cruz. Amém.

A Regeneração ou Novo Nascimento

Duas coisas são absolutamente essenciais para a salvação: a libertação da culpa e da penalidade do pecado e a libertação do poder e da presença do pecado. A primeira é assegurada pela obra mediadora de Cristo, a outra é realizada pelas operações eficazes do Espírito Santo. A primeira é o bendito resultado do que o Senhor Jesus fez para o povo de Deus, a outra é a gloriosa conseqüência do que o Espírito Santo faz no povo de Deus. A primeira acontece quando, tendo sido trazido ao pó como um mendigo de mãos vazias, a fé é capacitada a se apegar a Cristo; Deus então o justifica de todas as coisas e o pecador tremendo, penitente, mas crendo, recebe um completo e gratuito perdão. A outra acontece gradualmente, em distintos estágios debaixo da divina benção da regeneração, santificação e glorificação.
Na regeneração, o pecado recebe seu golpe mortal, ainda que não seja sua morte. Na santificação, à alma regenerada é mostrada a fossa de corrupção que habita dentro dele, e ela é ensinada a desprezar e odiar a si mesma. Na glorificação, tanto a alma como o corpo são libertos para sempre de todo vestígio e efeito do pecado.
A regeneração é indispensavelmente necessária para que uma alma possa entrar no Céu. Para poder amar as coisas espirituais um homem deve ser feito espiritual. O homem natural pode ouvir sobre elas, e ter uma idéia correta da doutrina delas, mas ele não pode amá-las (2 Tessalonicenses 2:10), nem encontrar seu gozo nelas. Ninguém pode morar com Deus e estar feliz eternamente em Sua presença até que uma mudança radical tenha sido operada nele, uma mudança do pecado para a santidade; e essa mudança deve acontecer aqui mesmo na terra.
Como pode alguém entrar no mundo da santidade inefável depois de ter gastado toda a sua vida no pecado, isto é, agradando a si mesmo? Como pode cantar o cântico do Cordeiro se o seu coração não está sintonizado nEle? Como pode suportar o contemplar a grande majestade de Deus face a face sem nem sequer havê-Lo visto "como por espelho em enigma" com o olho da fé? Assim como é uma tortura excruciante para os olhos contemplar repentinamente os raios brilhantes do sol do meio-dia após estar confinado por muito tempo numa escuridão lúgubre, assim também será quando os inconversos contemplarem Àquele que é Luz. Em vez de receber com prazer tal visão, "todas as tribos da terra se lamentarão por causa dEle" (Apocalipse 1:7); sim, tão devastadora será sua angústia que clamarão às montanhas e às rochas, "Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro" (Apocalipse 6:16). Sim, meu querido leitor, esta será tua experiência a menos que Deus te regenere.
O que acontece na regeneração é o contrário do que aconteceu na queda. A pessoa que nasce de novo é restaurada a uma união e comunhão com Deus através de Cristo e da operação do Espírito Santo: o que antes estava morto espiritualmente, agora está espiritualmente vivo(João 5:24). Da mesma forma que a morte espiritual foi produzida pela entrada de um princípio de maldade no ser do homem, assim também a vida espiritual é a introdução de um princípio de santidade. Deus comunica um novo princípio, tão real e tão potente como o é o pecado. A graça divina é agora impartida. Uma santa disposição é infundida na alma. Um novo temperamento de espírito é concedido ao homem interior. Porém, não são criadas novas faculdades dentro dele; ao contrário, suas faculdades originais são enriquecidas, enobrecidas e capacitadas.
Uma pessoa regenerada é "uma nova criatura em Cristo Jesus" (2 Coríntios 5:17). Isso é verdade sobre você? Que cada um de nós prove e examine a si mesmo na presença de Deus sobre essas questões. Como está meu coração em relação ao pecado? Existe uma profunda humilhação e uma tristeza piedosa após eu pecar? Existe um ódio genuíno contra o pecado? Tenho uma consciência sensível, de forma que minha paz é disturbada por aquilo que o mundo chama "falhas triviais" ou "pequenas coisas"? Sinto-me humilhado quando estou consciente dos surgimentos de orgulho e obstinação? Aborreço minhas corrupções internas? Estão meus desejos mortos para o mundo e vivos para com Deus ? Qual é minha meditação nos tempos de recreação? Os exercícios espirituais me dão prazer e alegria, ou são tediosos e como cargas pesadas? Podes verdadeiramentedizer, "Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! mais doces do que o mel à minha boca" (Salmos 119:103)? É a comunhão com Deus meu gozo maior? É a glória de Deus mais preciosa para mim do que tudo o que o mundo contém?
"Ele (JESUS CRISTO) é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele". (Cl. 1.17)